Capa SUCATA DO MOTTA
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Novidades 2011 - Vida Nova e Novos Fins PDF Imprimir Envie este artigo para um amigo
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Escrito por Carlos (Mathias) Motta   
Sáb, 23 de Agosto de 2008 16:02

24/02/2011


Caramba...faz tempo que não escrevo nada!

Na UFF, tudo está indo bem. Passado o desconforto do início, estou me sentindo em casa e já me sinto querido pelos alunos. Tudo na UFF é maior, mais coisas boas, mais coisas ruins. Estou feliz, fiz a coisa certa ao sair da Rural.
Profissionalmente tudo está andando. Andando bem. Estou escrevendo loucamente e deverei lançar novo material em breve. O bom de termos doutorado é o seguinte: podemos continuar dizendo o que sempre dissemos, no entanto acreditam na gente, no doutô. Ôh seu doutô....pfffff

O dvd do Michael Sullivan que gravei (Na Linha do Tempo - lançado pela Universal Music) foi indicado ao Latin Grammy Awards, na categoria de melhor álbum contemporâneo de 2010. Isso foi um prêmio para mim... O Sérgio Mendes ganhou, mas, ora bolas...era o Sérgio Mendes! Até eu estava torcendo por ele! Me criei ouvindo "Brasil 66"... Acho um barato me ver à venda nas Lojas Americanas! Toda vez que passo lá e vejo um dvd do Sullivan na estante, eu compro um! Já devo ter uns 14... :)

A Sucata de Luxo está dando um tempo... Isso mesmo. No entanto, não fiquem tristes!! Nosso querido Mazinho está morando na Europa durante boa parte do ano e isso inviabiliza o prosseguimento da banda. É uma pena realmente...estávamos com o Projeto Samblack praticamente pronto e ensaiado...e nem um show sequer fizemos. Deixarei o Gio e o Gláucio falarem a respeito.

Falando neles, nós resolvemos formar um trio. Nova banda...novo repertório. Nova vida. Outra onda de som. Mais pop, mais rock, mais jovem. Estamos cantando, compondo, produzindo. Parindo completamente! Alcançamos 11 músicas praticamente finalizadas e lançaremos um cd do novo trabalho em muito muito breve (mês que vem?). Teremos um site do trio, dentro do site da Sucata. Ou o contrário.

Outros projetos: gravei algumas músicas do novo cd do Cláudio Gurgel...super guitarrista. Que sonzeira! Se alguém ouvir o som muito alto bem na frente das caixas de som e rir, fica banguela na hora!! 

Eu começarei a gravar meu cd no mês que vem, tenho 2 músicas prontas para gravar. É só aguardar!


É isso aí amigos...para quem me lê deixo um beijo.

Carlos Mathias (Motta)

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Oi pessoal,

nessa semana começaram as aulas na UFF. Ao final de minha segunda aula, um dos alunos veio me cumprimentar, cheguei em casa e abri um Dom Candido Brut. Eu estava com medo de não ser bem recebido na UFF, universidade nova, tudo novo. Tudo muda, menos o carinho dos alunos.
Recomeço minha história apenas com o Amor que tenho por minha profissão, vamos em frente.

A Sucata de Luxo está com um grande repertório, novo e pronto...o projeto Samblack Sucata. Em breve faremos shows. Devemos ir para São Paulo em maio para gravar o dvd do "Tributo a Zé Rodrix".
Estou certo de que será um sucesso.
Voltando ao novo repertório, estou adorando tocar as novas músicas, todas com a cara de "Feijoada Completa". A banda está arrasando, ainda que a onda do samba puxe o conceito de "time" para um lugar que não aprecio muito. A música brasileira neste sentido não me agrada realmente: há o tempo metronômico apenas e as flutuações das divisões são engessadas por demais. Espero que o tema da Portela ano que vem seja a vida musical do Stevie Wonder.

Nesse ano gravarei o meu cd, já estou com duas músicas prontas e irei cantar em uma delas. Se puderem, tentem ouvir o "Accept no Substitutes" de Delaney & Bonnie and friends ou "Live at the London Palladium" do Marvin Gaye. That´s the old school. Meu cd será uma mistura dessa onda e Motown com Frank Zappa. :)  

O dvd do Michael Sullivan que gravei em meados de 2009 estará sendo lançado pela Universal neste mês de março - segundo a assessoria de imprensa. Foi um trabalho ótimo em que tive a chance de tocar aquelas grooves de hihat, caixa e bumbo que tanto gosto. Acho que o Berry Gordy me contrataria para gravar com a Gladys Knight and the Pips, se tivesse me ouvido há 40 anos atrás. :)
Eu falei uma coisa com o Michael Sullivan no final da noite em que gravamos o dvd: quando eu era mais jovem eu tocava música instrumental. Na época, eu reclamava que, no Brasil, só havia espaço para as mesmas figuras e que existia uma "máfia" para se fazer sucesso - gravando músicas como de autores como o Sullivan. É muito engraçado como hoje vejo que a única gig que já tiva em minha vida em que o artista me falou "nossa Motta!! Essa groove é a da música Sir Duke" !! foi o Sullivan. O cara que eu, jovem, criticava é, hoje, um dos únicos que entenderam e apreciaram minhas idéias no instrumento.  Depois que disse isso para ele (pouco antes dele cantar e gravar solo "My Life" para o dvd) ele me abraçou e me agradeceu com os olhos marejados. Se não bastasse ser o grande artista que é, foi muito gente comigo. Gente grande.

Meu livro terá uma nova edição no meio deste ano. Um versão impressa em dois volumes. Estou na Comissão Organizadora da Semana de Matemática da UFF e também na coordenação operacional dos cursos de pós-graduação do LANTE/UFF. Em um dos cursos (Novas Tecnologias no Ensino da Matemática) coordeno as disciplinas Informática no Ensino da Matemática 1, Informática no Ensino da Matemática 2, História da Matemática, Tópicos em Educação Matemática (junto com a Ana Kaleff). Até o momento tenho 18 orientandos de monografia e dois de Mestrado.
Na graduaçãoda UFF estou trabalhando com as disciplinas "Tópicos em Educação Matemática" e "Matemática Básica 1". Essas são as novidades da matemática. 

Meu filho está lindo.
Filho, te amo.

É isso.

Ah sim, para aqueles que viram meu vídeo e se espantaram com o fato de eu não saber o bairro em que nasci: foi no Catumbi, no Rio de Janeiro.

Um abraço,

Carlos (Mathias) Motta





A Volta por Cima
Oi pessoal, ah...hoje, quem diria...trago boas novas para aqueles me lêem.
Sou professor da Rural, mas há 3 anos venho tentando ser redistribuído para a UFF...os amigos que me têm por perto sabem da história...a angústia e o eterno desejo de sair da UFRRJ. Três diferentes vagas foram enviadas para a Rural nos últimos três anos, pela UFF, mas todas elas tinham problemas. Explico: os prazos das portarias que as haviam criado estavam expirados.  Meus amigos sabem que meu desejo primeiro sempre foi retornar à UFRJ, por esta universidade ter sido o local onde obtive toda minha formação: graduação...mestrado e doutorado. Na UFRJ o cara da cantina sabe o nome da minha mãe e sempre pergunta por ela. Engraçado como são as coisas...ainda que todos me conheçam na UFRJ, foi na UFF que mais me senti acolhido - pessoalmente e academicamente. Quando lá cheguei em 2007, eu era um forasteiro desconhecido...mas em 2008 eu já coordenava dois cursos de pós graduação com 2000 alunos e escrevia um livro, por lá publicado.
Tentei tudo para ir para a UFRJ...lá a redistribuição é algo mal visto, eu não entendo bem o porquê, mas na UFF, pelo contrário, todos se mostraram felizes e esperançosos em ter-me por lá. Mas a tal redistribuição nunca deu certo.
Há poucos meses atrás sofria o duro golpe: a última e derradeira vaga que a UFF mandava para a Rural não poderia ser utilizada...e sabem quando eu soube disso? Um dia após o término das inscrições para um concurso da UFRJ. Pensei comigo "É rapaz...o seu destino será ficar na Rural mesmo"...Em uma mesa do Ráscal chorei feito criança e fui salvo pelo mais doce abraço do universo. É a força do abraço de uma criança. 
Eu nunca quis fazer concurso para lugar algum pois ainda me encaixo nas regras antigas de aposentadoria, mais favoráveis do que aquelas que estão atualmente em vigor. Pensei comigo, no entanto, que, para que eu possa me aposentar, deverei estar vivo daqui a 15 anos. Tendo isso em mente, um concurso não é algo tão arriscado assim. Acho que isso é algo verdadeiro até mesmo para um sujeito de 41 anos que não tem plano de previdência complementar.
Num belo dia, recebo a divulgação de um concurso para a UFF, na área de Educação Matemática...apenas 1 vaga. Sem falar com ninguém, fui lá e me inscrevi...se eu não passasse, a desmoralização seria total: digo isso tanto na UFF como na UFRRJ. Na UFF pegaria mal pacas e na UFRRJ seria motivo para chacota para um punhado de colegas que lá se escondem. Tendo tudo a perder...fui lá...Ai carambolas, eu nunca, mas nunca, em toda minha vida, havia ficado tão nervoso. O concurso ocorreu nos dias 18, 19 e 20 de maio. Mal estive presente no aniversário de meu filho. Na Rural, minha amiga Eulina quebrara o pé no dia 17 e a certeza de que alguém iria me substituir nas aulas caía como a pena do Forest Gump.
TUDO ajudou...pffffff
Felizmente, o resultado do concurso me foi favorável...e após 15 anos de sofrimento na UFRRJ, hoje parto para outra instituição, próxima de minha casa, na qual tenho diversos colegas que trabalham na mesma área que eu. Meu telefone mudou, depois eu passo o número novo. Na Rural foram 15 anos...ao longo dos quais fui paraninfo 16 vezes. Essa é a lembrança que levarei de lá: meus alunos. Com ternura, relembro meus amigos: Eulina, Zé, Humberto, Elisa,...e tantos outros. Lá foram tantas histórias e um Amor.
Deixo aqui as boas novas e agradeço a todos que me acompanharam por aqui e por outros lugares. Diante das tantas adversidades, consegui.
Um beijo,
Carlos Mathias Motta
Back from the Dead!!!
 Oi pessoal...ok, ok...eu sei...dei uma boa sumida!! A segunda metade de 2008 e os dois primeiros meses deste ano foram...simplesmente...impossíveis.
A minha ida para a UFF ainda está enrolada, mas deverá sair. Se não sair, outra coisa sairá. No momento, continuo na Rural.
As aulas recomeçaram nesta segunda-feira, dia 16 de março. Eu mal conseguia olhar nos olhos dos alunos...que mal estar! Já tive até festa de despedida...e me sinto constrangido. Agradeço ao carinho dos amigos que me dão suporte e também às piadas que já ouvi ao meu respeito. Coisas do tipo "Ué? Já voltou?". Eu agradeço imensamente aos humoristas de plantão, afinal, são eles que me dão a certeza de que estou fazendo a coisa certa ao sair de lá.
Estou aqui, firme, forte, cheio de amigos, com meu trabalho reconhecido em todos os lugares por onde passei. Ponto. "Shut up kid and let your work do the talk".
Estou feliz por estar dando três disciplinas que me interessam bastante, dentre as quais destaco Análise Real e Análise no Rn. Eu tenho umas notas que escrevi há anos atrás, que irei arredondar agora e, quem sabe, publicá-las em algum momento de 2010.
A Sucata está retomando as atividades. Todos os membros da banda sempre estão enrolados com compromissos, mas agora as coisas irão entrar nos eixos. Pelo menos por mim, digo: 2009 está começando agora!!! Feliz ano novo para todos... 
Irei postar coisas novas em breve....até la´!
Ah, ainda em tempo...dia 25 de março é meu aniversário: caprichem nas mensagens! Tongue out
Carlos Mathias (O Motta)
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Em Brasília!!!
 Oi pessoal, essa semana está louca...como todas as anteriores. Tive uma reunião na CAPES/MEC em Brasília e acabo de chegar. Olha que coisa ridícula: eu fiquei conversando com um dos professores do grupo no aeroporto, enquanto esperávamos pelo embarque. Lá pelas tantas, achando estranha a demora da chamada, eu disse para meu amigo: vamos dar uma olhada em quantas andam esse embarque? Bom, para nossa surpresa, o avião havia partido e lá ficamos os dois atrapalhados em Brasília!! Por sorte consegui pegar outro vôo, que veio por Belô, que saco, cheguei há pouco em casa...
Amanhã estarei em Petrópolis para uma palestra no pólo do CEDERJ.
Vai ano, vai....acaba logo!! Leva embora o suor e a lágrima!
Em São Paulo!!! 
 Oi pessoal, estou em São Paulo, no Instituto Unibanco, dando um curso para professores de matemática do Ensino Médio. Puxa, que turma legal! Todos são muitíssimo simpáticos e calorosos, foram dois dias muito divertidos. Na quinta-feira estarei em Brasília, no MEC, em uma reunião da CAPES. Descanso agora só em novembro....Deus! Que novembro chegue logo!
Estarei tocanco no dia 15 de outubro, lá no Teatro Ziembinsky, só para lembrar! Gostaria de ver os amigos por lá! É um show de rock/instrumental, não é show da Sucata....mas é de arrasar! Bandaço mesmo!!!
Deixo um abraço para todos aqui de Sampa, meus alunos e novos amigos.
Carlos Mathias Motta
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Rio, 22 de setembro....NOVIDADES DA SUCATA !!! Música que não entrou em nosso CD, curtam!

IÊ (G_Marangoni)

Gravamos essa música em 2003. Ela faria parte do cd, mas acabamos deixando-a de fora. Ela sempre foi uma favorita em nossos shows, nossa, nós já a tocamos em muitos shows.
Ainda não é a mixagem final. Agora estamos finalizando essa e outras pra lançar aqui!
Exclusivas pra você. Clique e ouça!
 

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Rio de Janeiro, 21 de setembro de 2008.
Hoje foi a formatura lá na Rural. Eu fiquei emocionadíssimo, mal consegui falar em minha hora. O professor Miguel, Patrono da turma, havia feito um discurso muito emotivo pouco de antes de mim e eu, que já estava triste por outros motivos, entrei mais pra lá do que para cá. Para quem não me conhece, foi uma boa fala, mas, para aqueles que me conhecem, sabem que eu apenas "estive" e não "fui".
Eu sei lá o que isso significa, mas tive vontade de dizê-lo.
Eu gosto do Miguel, é um bom sujeito e um grande professor. O que me afastou dele na Rural foi apenas um grupo de pessoas que o acompanha. Política é uma coisa engraçada: as pessoas que se dizem "discordar de mim politicamente" são aquelas que nunca conversaram sobre política comigo. É sempre o jogo de vaidades e a pequenez humana: o meio acadêmico é uma grande tragédia. Os tantos doutores que conheço são, em sua maioria, pessoas ínfimas que, no diploma, escondem a insegurança e a estupidez...
Eu levei no meu bolso uma xerox autenticada do meu diploma de doutorado. Eu ia rasgá-la durante minha fala em sinal de protesto. Eu desisti, achei que meus amigos formandos não mereciam ter de mim um só minuto de mágoa naquele momento. Hoje o dia era de alegria.
Parabéns a todos os amigos que se formaram, guardo este espaço para agradecer a todos pela homenagem. O reconhecimento e o carinho dos alunos são as únicas coisas que me deixam feliz na Rural. Foi uma despedida dos meninos, que estão se formando; foi uma despedida do professor Miguel, que em breve se aposentará; e está sendo uma despedida minha também.  
Um abraço,
Carlos (Mathias) Motta
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Rio de Janeiro, 18 de setembro de 2008 
Oi pessoal, cheguei de Vitória e tudo correu muitíssimo bem. Acho que consegui deixar alguma "interferência" com os meus amigos no ES. Quero deixar grandes abraços para os professores Vânia Wagner, Circe, Gean, Sônia, Lúcia, Carla, Inês e para todos aqueles que tornaram os meus momentos em Vitória e na UFES tão especiais.
Minha mãe sofreu uma pequena cirurgia hoje de manhã e estou com ela no Quinta D´Or, neste momento. Ela ficará bem e deverá ter alta amanhã.
No sábado serei paraninfo de uma turma de Amigos na Rural, uma turma muito especial para mim.
Deixo aqui um beijo para todos os formandos e para outros, da mesma turma, que não estão se formando pelos mais diversos motivos, mas que têm o meu amor incondicional.
Fico por aqui, alternando bons e maus momentos. É a vida.
Abs!
Carlos (Mathias) Motta
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Oi pessoal, cheguei ao Rio e já estou na pauleira! Na semana que vem estarei indo para Vitória, na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Darei um minicurso sobre Educação Matemática para alunos cegos. Vejam a programação do evento em:
Quarta-feira - 10 de setembro de 2008 
No final de outubro estarei indo para o Maranhão e São Paulo, em diversas datas. Acho que só terei férias em dezembro...
Ah sim, em breve estarei trazendo incríveis notícias. Até que tudo se resolva, ficarei de boca fechada, mas quando tudo der certo...EBBAAA!!
Abraços!
Carlos (Mathias) Motta
 Sábado - 6 de setembro de 2008
Oi galera, estou em Tocantins trabalhando com os professores da Rede Estadual de TO. Este é o meu trabalho preferido! A turma é bem legal, mas aqui é quente DEMAIS !! Hoje, durante o dia, tivemos 44 graus (sério!) e agora, às 23:30 hs, estamos com 34 graus. É de matar....mas o trabalho me faz viver. Graças a Deus tenho a sorte de trabalhar com as duas coisas que mais amo fazer.
Preciso dormir, estou exausto...amanhã voltarei para contar novidades. A turma está gostando muito das atividades do meu livro e isto está me deixando feliz demais. Essa noite dormirei bem.
Um beijo pra todos,
Carlos Mathias Motta
Um vídeo que fiz sobre uma técnica de bateria chamada Técnica Möeller. Foi uma bincadeira só...o quarto estava a maior zona...a bicicleta foi o toque de Midas, não!? PUTZZZZ....
Abaixo um vídeo meu tocando com a Rosana e o Michael Sullivan. Este show foi fantástico, realmente especial, participaram ainda o Carlinhos Brown, o Tinho, muito legal. Mando vários vídeos abaixo, tocando o maior rebú!! Ah, só lembrando os meus alunos que estiverem visitando o site: se vocês não me elogiarem nem me acharem mais bonito do que o Giovani (conforme combinamos em sala), irei reprovar todos vocês....huahuahuahuahuah, tratem de comprar o cd da banda também....o cd custa 5 reais...essa finalmente será a minha chance de enriquecer.

O que é a matemática? O que é o matemático?

Carlos Eduardo Mathias Motta

O que é a Matemática? O que é o Matemático? Estas duas perguntas protagonizaram épocas distintas e foram respondidas diferentemente ao longo do tempo. Não são perguntas que exibem apenas o nosso desejo de compreender o que é a matemática ou o que é o matemático, mas também de compreender a relação entre as diferentes representações “matemática-ciência exata e objetiva” e “o ser humano que a pratica”. Este texto é mais um devaneio do que uma resposta.

Em um sentido estrito, a matemática não existe. Apresso-me em dizer que não existe como algo objetivo ou como um “a priori” do Universo, conforme propôs Kant acerca da Geometria de Euclides, ou como propuseram outros platonistas. Imaginar a existência de um mundo imutável de verdade, do qual a matemática é inquilina, é algo triste e redutor por demais: nenhum mundo pode ser constituído apenas por substantivos. O homem deve almejar igualmente aos adjetivos e estes, por sua vez, são alcançáveis apenas por meio dos verbos: por meio da ação humana, do viver de experiências, do viver da vida! A boa prática matemática é aquela que perpassa posturas alinhadas à experiência ética, é aquela que inclui o outro e o mundo em que vivemos. É por meio de nossas posturas que seremos verdade. A verdade não é destinada a ter a sua existência reconhecida, ela é, sim, destinada a ser vivida. O homem não tem a capacidade de construir matemática, não pelo menos como alguém constrói um cadeira. Ele tem, sim, uma percepção de mundo, do que julga ser um problema e o conseqüente desejo de significar qualquer ação capaz de resolvê-lo. Falar "matemática" é uma convenção lingüística, forçada pelo prazer da “substantivação”, é a necessidade de dar nome às nossas próprias práticas e de buscar ver o estável no que é variável, de tornar objetivo o que só se torna do mundo no momento e na forma em que é posto por nós e significado por outros. A célebre fórmula do volume da esfera, a partir de seu raio, V=(4/3).PI. r^3, que os platonistas julgariam ser um bom exemplo para a unanimidade e a perfeição da "matemática" é apenas mérito do formato esférico, cujo poder de comoção sobre a nossa curiosidade é imenso, assim como é a sua adequação às práticas humanas mais corriqueiras. A fórmula dada acima é filha do casamento entre o objeto esférico e o homem, filha esta gerada pelo ato de investigação, bem delimitado pelas características de nossos meios culturais, físico e histórico. Todos os formatos tridimensionais possuem características, que serão "situadas matematicamente" desde haja o interesse pela investigação: o ponto de chegada de uma estrada cujo início foi o desejo humano.

É a nossa inteligência que permite-nos conhecer a realidade, é graças a ela que podemos ajustar o nosso comportamento ao meio, cumprindo a função adaptadora do viver ao sobreviver. Mas, ao contrário da inteligência animal, a inteligência humana cumpre tal função de modo extravagante: adapta-se ao meio, adaptando o meio às suas necessidades, algo parecido com o que disse Vicente Carvalho em “Velho Tema”. Além de uma função adaptadora, nossa inteligência realiza uma outra função: ela inventa possibilidades. Tal função é a essência da prática matemática...não apenas conhece o que as coisas são, o que dá segurança, mas também o que elas podem ser, o que causa desassossego. Não se contenta com o
foi, o é e o será, mas coloca o poderia ser e o seria se, os modos verbais da irrealidade. À percepção do existente junta-se o arrependimento, a decepção, a esperança, o plano e a ameaça. Assim a realidade humana é expandida pelas possibilidades que a inteligência lhe inventa, ao integrá-las em seus planos. Coloca-se então uma faceta tipicamente humana: conhecer a realidade e inventar possibilidades, fazendo ambas as coisas: gerando e gerindo irrealidade.O senso comum tem na matemática um símbolo da verdade absoluta, do conhecimento ausente de possibilidades, do caráter normativo, a ponto de assumi-la como o alfabeto com o qual o mundo foi escrito (Galileu Galilei). Talvez o homem precise substantivar suas práticas matemáticas por meio desta caracterização redutora: a matemática é língua materna do universo. Mas parece que o homem se esquece do seu maior bem, a curiosidade, e, por meio do uso dos malditos substantivos, bloqueia a reflexão sobre as suas próprias questões. Viva os adjetivos! Só o homem é capaz de usá-los!

Como se dá o olhar de um matemático diante de um determinado fenômeno? Por exemplo, ao ver um determinado objeto cair, é feita a seguinte pergunta ao matemático: existe “um corpo em queda livre”, existe “o movimento uniformemente variado de um corpo rígido sob a livre ação da gravidade” ou há “modelos em diferentes níveis para o movimento de queda livre”? São três possibilidades distintas para a percepção do fenômeno “corpo em queda livre”. A escolha de qual, dentre as três possibilidades citadas, revelaria melhor o olhar de um matemático? Creio que a primeira é tão improvável quanto conseguir olhar para uma determinada palavra, sem a ler. As letras são linhas, desenhos, mas o nosso olhar é um olhar inteligente e curioso que não descansa nelas, vai além. Ao ver um corpo em queda livre não apenas testemunha-se um fato, mas também lê-se e significa-se um comportamento. O que se lê poderia considerar a resistência do ar, por exemplo. Tal hipótese eliminaria a segunda possibilidade colocada. Nossa leitura sempre levará em consideração com quem falamos a seu respeito; ela sempre estará impregnada de nós mesmos: de nossa intenção, de nossa postura, de nossa disposição em sermos meticulosos acerca das possibilidades do citado movimento, mas, principalmente, ela estará impregnada do contexto (social, político, histórico, afetivo, etc.) no qual estamos inseridos: de vida. Assim, um corpo em queda livre torna-se algo subjetivo, apesar de nossa leitura inspirar naqueles que nos ouvem, por mais honestos que sejamos acerca de todas as nossas possíveis leituras daquele movimento, um aparente desejo da ciência de formalizar algo objetivo capaz de regê-lo, de prever todo possível acontecimento, de revelar todas as possibilidades do movimento. E é desta forma que a terceira possibilidade de percepção de um corpo em queda livre torna-se a mais comum e a mais equivocada, a meu ver. Modelos são concepções objetivas da irrealidade. O que nos torna bons matemáticos? A criação de tais modelos?

O que deve instituir ao homem a figura de um bom matemático é o quanto sua leitura subjetiva afeta positivamente, eticamente falando, o contexto ao qual ele está inserido, mas, jamais, qualquer falsa impressão causada àqueles que o ouvem no momento em que lhe julgam ser um “médium” da ciência à serviço da construção da “Verdade”. Questionamentos “objetivos” não tornam a Ciência, nem seus métodos, objetivos. Pelo contrário, reforçam a peculiaridade e a potencialidade do indivíduo. A negação da singularidade imprime solidão sobre quem a nega, pois vela a percepção do que é plural, fragilizando conseqüentemente o conceito do que é ético. O homem inventou a música de câmara e a câmara de gás. A nosso crédito figuram a beleza e o horror. Somos forçados a escolher e nada nos garante que o façamos com acerto. Daí que seja necessário discernir as possibilidades das nossas contribuições. A ética não é senão o salva-vidas a que temos de nos agarrar, depois de termos naufragado nas possibilidades que a nossa própria inteligência engendrou, objetivamente.

Uma linguagem, ao contrário de uma língua, é subjetiva por natureza, ela é de quem fala e é de quem ouve. Por isso digo que, em sentido estrito, a matemática não existe. Existe sim um mundo que “fala” e um curioso que “ouve”: o matemático, um poeta que, no corromper da língua com a possibilidade subjetiva, resgata a linguagem e, através dela, fala ao mundo de si. Para um poeta, o domínio da língua é fundamental. Mas este fato não advoga a favor da tese que afirma a língua como um “a priori” da linguagem. Em meu ponto de vista, ocorre justamente o contrário: a linguagem é um a priori da língua. A curiosidade, o gerar e o gerir da irrealidade, a inteligência humana, o homem, esses são os “a priori” da matemática. Um poeta adota um determinado gênero literário ou ele coloca-se, escreve-se enquanto sujeito inserido em um contexto (social, cultural, histórico, etc.)? O que é um gênero senão uma classificação objetiva, concebida na análise de uma fotografia, um modelo que busca definir similaridade? Ora, foi o Parnasianismo que influenciou e gerou os trabalhos de Vicente Carvalho e de Olavo Bilac ou foram as peculiaridades, as contribuições únicas de cada um, que fundamentaram e instituíram o Parnasianismo enquanto gênero literário? Foi a matemática que norteou o trabalho dos homens em primeiro lugar ou foram as subjetividades livres e criadoras daquelas inteligências que constituíram a matemática enquanto linguagem? É neste sentido que digo existir o matemático: enquanto subjetividade, enquanto humano. A matemática vem depois, enquanto possibilidade, um rebento da criatividade, mas jamais enquanto norma ou modelo de qualquer coisa, seja do mundo, seja de si.

Desta forma, não consigo ver a matemática como algo exterior e independente do homem. Ela se faz linguagem do mundo no momento em que existe alguém que a precisa falar para ser. Não creio, portanto, em nenhum projeto pessoal para tornar-se um grande matemático se este projeto não for, necessariamente, isomorfo a um outro projeto: o de ser um grande homem. Ao longo da história, o homem adotou, muitas vezes, práticas matemáticas estúpidas, outras foram belas, inquietas, ansiosas e generosas, outras foram destruidoras. Tais adjetivos foram assumidos por poucos e velados por todos ao ver-se a matemática como quem vê uma cadeira. A pobre cadeira que vive sem o homem cansado é só madeira, madeira que passa.

Para aqueles que acreditam no homem,

Palavras de alguém que buscou deixá-lo em resposta aos outros mais românticos,

Mas que, sabendo ou não,

Falava de si...apenas de si...

 

Velho Tema

Vicente de Carvalho

Só a leve esperança em toda a vida

Disfarça a pena de viver, mais nada;

Nem é mais a existência, resumida,

Que uma grande esperança malograda.

O eterno sonho da alma desterrada,

Sonho que a traz ansiosa e embevecida,

É uma hora feliz, sempre adiada

E que não chega nunca em toda a vida.

Essa felicidade que supomos,

Árvore milagrosa que sonhamos

Toda arreada de dourados pomos,

Existe, sim: mas nós não a alcançamos

Porque está sempre apenas onde a pomos

E nunca a pomos onde nós estamos.

 

Última atualização em Qui, 24 de Fevereiro de 2011 14:31
 
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(5 Votos)
Qui, 24 de Julho de 2008 18:15

Oi pessoal ! Pois é, eu sei, fazia tempo que eu não passava por essas bandas. Esses últimos meses foram excepcionalmente complicados para mim. Muito trabalho na matemática e na música também, naturalmente! Farei um show muito legal no Teatro Ziembinsky no dia 15 de outubro, na comemoração dos 10 anos do Estúdio Antro. A banda é mega e só tocarei com Amigos: Cláudio Gurgel, Pedro Peres, Eduardo Ponti, Guto Goffi e Michael Sullivan.

Eu gravei o cd que o Michael Sullivan está lançando agora...quem quiser dar uma ouvida, chega aí:

http://www.michaelsullivan.com.br/pernamblack.htm

Eu gravei todas as músicas, exceto a 4 e a 11.

Eu me dei muito bem neste disco do Sullivan, as músicas foram quase todas de primeira ou de segunda, muito legal...o que ele queria era exatamente o que sei fazer de melhor em meu instrumento: groove!

A Sucata está na produção de seu segundo disco...que, por sinal, será lançado por aqui em breve, aguardem!

Não me deixem só! Me escrevam!

Abs do Motta (ou Mathias, dependendo de quem esteja me lendo).

Última atualização em Seg, 25 de Agosto de 2008 10:25
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